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SAIBA MAIS SOBRE O

AGENDA SETORIAL

Hotel Windsor Barra - RJ

SAIBA MAIS SOBRE O EVENTO:

No Brasil, o início do ano para os profissionais de energia ocorre após o evento Agenda Setorial, devido à relevância estratégica deste encontro para o planejamento e orientação do setor. Aqui estão as razões principais:

Estabelecimento de orientações anuais:

  • Timing estratégico:
  • Por exemplo, em 2024, o evento está agendado para acontecer no dia 13 de março, na cidade do Rio de Janeiro.
  • Esta época do ano possibilita que os profissionais se adaptem às tendências e desafios previstos para os meses seguintes.
  • O Agenda Setorial é um encontro que congrega especialistas de todas as regiões do Brasil para debater os assuntos mais pertinentes para o setor energético.
  • No decorrer do evento, discutem-se as principais questões e orientações que serão tratadas pelo setor elétrico ao longo do ano.

COBERTURA DO AGENDA SETORIAL DE 2024:

O Diretor do Portfólio de Tecnologia e Infraestrutura da Informa Markets, Hermano Pinto, fez a abertura oficial da Agenda Setorial, evento que abre o calendário do setor elétrico, realizado no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. Cerca de 300 pessoas acompanham a programação, que traz as análises de 18 especialistas, em quatro mesas temáticas que abordaram diferentes aspectos do setor elétrico nacional.

O executivo agradeceu a presença dos participantes e dos representantes das principais instituições do setor, como ANEEL, EPE, ONS, Abraceel, CCEE e ressaltou a importância do evento para o futuro da energia elétrica do país. “Hoje trataremos de temas importantes que estão impactando o fornecimento e o consumo da energia elétrica no Brasil, como aspectos regulatórios, os PL que estão tramitando atualmente na Câmara, o impacto do clima no preço da energia, entre outros”.

Divididos em quatro painéis, que irão ocorrer ao longo do dia, representantes das principais entidades do setor e empresários trarão suas análises e percepções sobre o mercado de energia elétrica para as principais mudanças do ano de 2024.

Embora o setor tenha agenda e diagnóstico é preciso tomar decisões sobre os assuntos mais urgentes que permeiam o setor elétrico brasileiro. Essa foi a percepção dos especialistas durante o primeiro debate da Agenda Setorial, que aconteceu na manhã desta quarta-feira (13).

Sobre a abertura total de mercado, impulsionada pela migração dos consumidores de alta tensão no início deste ano, os painelistas afirmaram ser preciso conduzir o processo com cautela, com proteção às distribuidoras e reforma tributária que acompanhe as mudanças.

A transição energética também foi abordada entre os palestrantes. Mario Menel, presidente do FASE, defendeu que ela precisa acontecer de forma justa e inclusiva. “O consumidor não pode pagar o custo da transição”.

Por sua vez, Luiz Carlos Ciocchi, Diretor-geral do ONS, afirmou que o Brasil precisa de uma estratégia de desenvolvimento e que é preciso ajudar outros setores da economia neste processo. “O Brasil tem setores como transportes e mineração, que precisam melhorar suas emissões de carbono, assim como a utilização de recursos renováveis. Precisamos trabalhar em conjunto para a gente poder desenvolver essas outras atividades”.

O último tópico foi sobre a atração de investimentos. Os painelistas defenderam ser preciso estabelecer um limite entre políticas públicas e regulação e que os projetos de lei não podem interferir no planejamento das entidades.

Os painelistas trouxeram ainda as suas percepções sobre o futuro da energia elétrica. Para Ricardo Lavorato Tili, Diretor da Aneel, ele está na aproximação com o setor de telecomunicações, com uso de Inteligência Artificial, modelo de despacho, digitalização, trazendo infinitas possibilidades de negócio.

Thiago Prado, Presidente da EPE, destacou a importância de modelos para a mensuração das mudanças climáticas nos preços da energia e disse que a entidade está buscando parceiros estratégicos para ampliar a sua atuação.

A tarde de debates do Agenda Setorial teve início com o painel de Climatologia e Preço, moderado pelo Diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, com os palestrantes Marcely Sondermann, Especialista Técnica de Clima e Mudanças Climáticas do Climatempo, e Eduardo Rossetti, Diretor de Produtos, Comunicação e Marketing da BBCE.

Segundo Marcely Sondermann, Especialista Técnica de Clima e Mudanças Climáticas do Climatempo, a expectativa para o próximo ano é que o El Niño, responsável pelas com ondas de calor no final de 2023, perca força e chegue até o início do outono influenciando no clima, com chuvas no Norte e Nordeste. Já o outono e o inverno serão de neutralidade. De forma geral, a previsão para 2024 é positiva, considerando aspectos como condição atmosférica, a chegada da La Niña, que tende a reduzir as temperaturas e o nível dos reservatórios, que estão em 64%.

Outro tema discutido foi a adaptação dos modelos às mudanças climáticas. “Hoje o Climatempo desenvolveu uma nova tecnologia para melhorar o modelo, considerando os países da América do Sul. A partir da avaliação de grupos territoriais que apresentaram condições de clima semelhantes, a entidade realiza uma análise estatistica, que ajuda na previsão”, disse Marcely. Ela também enfatizou a necessidade de aprimoramento dos modelos de chuva-vazão para garantir maior previsibilidade.

Em seguida, Eduardo Rossetti, Diretor de Produtos e Marketing da BBCE, empresa que registrou recorde de energia negociada em janeiro com retomada da volatilidade, explicou que a liquidez dos contratos depende de questões tributárias, que precisam ser cada vez mais discutidas pela sociedade.

Ao encerrar o debate, Alexandre Zucarato, Diretor de Planejamento do ONS, destacou a expansão do negócio varejista, considerando a expansão da geração eólica e solar, mas ponderou que no setor de eletricidade a curva de geração precisa caminhar junto com a curva de carga. “Nem toda a expansão está pronta para ser entregue. É preciso que os atuais negócios levem em consideração transformar a geração em modelo de consumo.”

Traçar novos caminhos, calcular o custo da inovação e superar entraves regulatórios e econômicos são alguns pontos urgentes para que o Brasil possa assumir o seu protagonismo no processo de descarbonização, segundo a avaliação de diferentes especialistas durante o Fórum C-Level, realizado no início da tarde desta quarta-feira.

O papel das entidades regulatórias no setor elétrico foi um ponto amplamente discutido entre os painelistas. Marcelo Lopes, Diretor Comercial da ENEVA, defendeu maior rigidez por parte dos órgãos reguladores em relação a empresas vencedoras de leilões de reserva de capacidade que não assumem compromisso de entregar a energia no tempo previsto. “Isso gera uma frustração, pois há uma expectativa. No setor de gás, por exemplo, somente as empresas que conseguem comprovar reserva de gás estão aptas a participarem dos certames.”

Já Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, destacou a importância da regulação para o avanço do processo de descarbonização do Brasil, enumerando os Pls em atraso, como os das eólicas offshore, do hidrogênio verde e do mercado de carbono.

Além dos aspectos regulatórios, o custo da implementação de novas tecnologias também é considerado outro grande problema. Para Daniela Alcaro, Head da Stima, é preciso fazer a conta para saber se vale a pena o investimento em inovação. De acordo com a executiva, é preciso alocar recursos em tecnologias que justamente consigam baratear o custo das tecnologias. “Na minha opinião, investir em eólica offshore não faz sentido. Precisamos alocar recursos na demanda e não na oferta.”

Durante a sua palestra, Joisa Dutra, Diretora do FGV Ceri, disse que o Brasil precisa fazer a lição de casa e promover as transformações necessárias para entregar o que outros países, como Estados Unidos e China, já estão oferecendo em recursos tecnológicos.

O encerramento da Agenda Setorial 2024 foi dedicado à abertura de mercado.

Liderado por Bernardo Sicsú, vice-presidente de estratégia e comunicação da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o encontro contou com Ricardo Tili, Diretor da Aneel, e Marco Delgado, Conselheiro da CCEE. Eles apresentaram propostas para simplificar a jornada dos consumidores rumo ao mercado livre, o aperfeiçoamento na comercialização varejista e adoção de melhores práticas regulatórias na migração.

A previsão é que, a partir de 2026, o mercado livre seja aberto para clientes do Grupo B, impulsionado pela migração total dos clientes do Grupo A, em janeiro, deverá funcionar como uma espécie de “laboratório” para os consumidores do Grupo B, que soma quase 90 milhões de unidades consumidoras de energia em baixa tensão no país.

Mas para Ricardo Tili, da Aneel, o planejamento da abertura de mercado passa pela revisão do modelo tarifário, o qual considera ultrapassado. “É preciso repensar no modelo tarifário, não só o custo da energia, mas também custo vinculado à manutenção e operação das linhas de transmissão”.

Bernardo Sicsú acrescentou que o mercado não pode ser considerado o “vilão” das assimetrias no ambiente de contratação frente às tarifas das distribuidoras, e que o debate sobre a ampliação deste mercado é “importante para traçar as novas diretrizes rumo ao futuro do setor".

Para Marco Delgado, da CCEE, a abertura de mercado, o avanço da geração distribuída e novas fontes de energia oferecem uma nova perspectiva para o setor. E aproveitou para anunciar o lançamento do e-book "Transformação Digital em Organizações Orientadas pelo Engajamento" que traz aspectos práticos sobre a transformação digital, recentemente implementados na CCEE.

Ao final, os painelistas agradeceram a presença dos participantes e destacaram o alto nível dos debates e sua importância para a compreensão das principais tendências e desafios do setor de energia elétrica no Brasil.

O Agenda Setorial 2024 reuniu, no dia 13 de março, os principais agentes, governança e representantes do setor elétrico brasileiro no Hotel Windsor Barra (RJ),  para discutir os temas mais relevantes do mercado. O evento, que abre o calendário do ano, oferece aos participantes a oportunidade de se
atualizarem sobre as pautas e diretrizes do setor, além de network e troca de experiências. Cerca de 300 pessoas tiveram a oportunidade de acompanhar as análises de 18 especialistas, divididos em quatro mesas temáticas, com debates sobre regulação, expansão, operação, clima e mercado.


Durante a cerimônia de abertura, o Diretor do Portfólio de Energia, Infraestrutura e Tecnologia da Informa Markets Latam, Hermano Pinto, agradeceu a participação de todos e destacou as oportunidades e desafios da abertura de mercado. 

Na primeira plenária, as discussões ficaram em torno da transição energética e o futuro do setor elétrico no Brasil. Mario Menel, presidente do FASE,  defendeu que ela precisa acontecer de forma justa e inclusiva. “O consumidor não pode pagar o custo da transição”.  Por sua vez, Luiz Carlos Ciocchi,
Diretor-geral do ONS, afirmou que o Brasil precisa de uma estratégia de desenvolvimento e que é preciso ajudar outros setores da economia neste
processo. “O Brasil tem setores como transportes e mineração, que precisam melhorar suas emissões de carbono, assim como a utilização de recursos
renováveis. Precisamos trabalhar em conjunto para que a gente possa desenvolver essas outras atividades”.

No painel que tratou de Climatologia e Preço, os palestrantes demonstraram que a expectativa para o próximo ano é que o El Niño, responsável pelas ondas de calor no final de 2023, perca força e chegue até o início do outono influenciando no clima. 

Para este ano a previsão é positiva, considerando aspectos como condição atmosférica e a chegada da La Niña, que tende a reduzir as temperaturas em relação ao período anterior.

Os rumos do setor elétrico foram discutidos durante o Fórum C-Level, que contou com as presenças de Celso Concato, Diretor de Relacionamento com Clientes de Grande Porte da Eletrobras; Joisa Dutra, Diretora do FGV CERI; Daniela Alcaro, Head da Stima;  Luciana Costa, Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, e moderação do editor-chefe do portal Canal Energia, Alexandre Canázio. Para os especialistas, traçar novos caminhos, calcular o custo da inovação e superar entraves regulatórios e econômicos são pontos urgentes para que o Brasil consiga assumir o seu protagonismo no processo de descarbonização.

Encerrando o dia, o último painel foi dedicado à abertura de mercado. Liderado por Bernardo Sicsú, Vice-Presidente de Estratégia e Comunicação da Abraceel, o encontro contou com a participação de Ricardo Tili, Diretor da Aneel, e Marco Delgado, Conselheiro da CCEE. Eles apresentaram propostas de suas instituições para simplificar a jornada dos consumidores rumo ao mercado livre, o aperfeiçoamento na comercialização varejista e adoção de melhores práticas regulatórias na migração.

Ricardo Tili, da Aneel, afirmou que o planejamento da abertura de mercado passa pela revisão do modelo tarifário e que “é preciso repensar no modelo tarifário, não só o custo da energia, mas também o custo vinculado à manutenção e operação das linhas de transmissão”.  Em seguida, Marco Delgado, da CCEE, destacou a nova dinâmica que a abertura de mercado oferece ao setor, juntamente com o avanço da geração distribuída e novas fontes de energia.

Ao final, os painelistas agradeceram a presença dos participantes e destacaram o alto nível dos debates, assim como sua importância para a compreensão das principais tendências e desafios do setor de energia elétrica no Brasil.


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